O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. Comercialmente, dois grãos dominam o mercado brasileiro: o arábica (Coffea arabica) e o conilon (Coffea canephora, também chamado de robusta). Cada um tem características próprias de sabor, manejo e uso industrial — e é por isso que suas cotações se movem de formas diferentes.
Café arábica
O arábica é cultivado em altitudes mais elevadas e climas amenos, especialmente em Minas Gerais, São Paulo, no sul da Bahia e em parte do Espírito Santo. Suas bebidas são mais aromáticas e complexas, com notas doces e acidez equilibrada. A planta tem porte menor e grãos ovais e alongados. Por ser mais sensível a pragas e exigir manejo cuidadoso, costuma ter custo de produção e preço final mais altos.
Café conilon (robusta)
O conilon é cultivado em regiões de clima quente e baixa altitude, como o norte do Espírito Santo, Rondônia e a Amazônia. As plantas têm vários ramos, folhas maiores e grãos menores e arredondados. Possui alta resistência a doenças e à seca, o que garante maior produtividade. Por isso costuma ser mais barato que o arábica e é muito usado em blends, cafés solúveis e no espresso, por causa do corpo e do alto teor de cafeína.
Bahia produz arábica ou conilon?
Os dois. A Bahia tem arábica no oeste (Cerrado Baiano) e na Chapada Diamantina, e conilon no extremo sul do estado. Nas cotações públicas, a região mais acompanhada da Bahia é a do arábica do Oeste da Bahia, que você encontra no seletor "Por região" da nossa home.
Qual tipo escolher?
Quem aprecia uma xícara mais suave e aromática tende a preferir o arábica. Já quem busca força e corpo pode optar por misturas com conilon. Cafeterias artesanais usam microlotes de arábica para cafés especiais, enquanto a indústria equilibra custo e sabor mesclando os dois. Entender essas diferenças ajuda a interpretar as variações de preço — e a saber por que elas sobem ou descem, como explicamos nos fatores que influenciam o preço.