1. Clima e condições da safra
Secas prolongadas, geadas e calor extremo reduzem a produtividade das lavouras e derrubam a oferta de grãos. Fenômenos como El Niño e La Niña alteram os volumes produzidos no Brasil e em outros grandes fornecedores. Quando a produção cai, o preço tende a subir.
2. Oferta e demanda mundiais
O café é um produto global: boa parte do arábica brasileiro é exportada. Uma safra recorde no Vietnã ou na Colômbia pressiona as cotações para baixo, enquanto uma quebra de safra eleva os preços. O avanço do consumo de cafés especiais e o crescimento de mercados asiáticos sustentam a demanda.
3. Câmbio e preços internacionais
Como o café é negociado em dólar nas bolsas de Nova York e Londres, a cotação do dólar frente ao real impacta diretamente o preço recebido pelo produtor brasileiro. Real desvalorizado significa mais reais por saca exportada. Entenda melhor no artigo como o dólar influencia o preço do café.
4. Estoques e especulação
Estoques baixos deixam o mercado sensível a qualquer variação de clima ou câmbio. Torrefadoras e fundos antecipam compras no mercado futuro para se proteger de escassez, o que puxa as cotações. Quando há abundância de estoques, os preços tendem a recuar.
5. Custos de produção e logística
Mão de obra, fertilizantes, energia e transporte afetam a rentabilidade da lavoura. A infraestrutura de estradas e portos influencia a competitividade do café brasileiro no exterior.