Ao longo de 2025, o café arábica bateu recordes históricos, segundo o Cepea/Esalq, com a saca de 60 kg superando com folga os patamares dos anos anteriores e atingindo os maiores valores em décadas. O conilon acompanhou a alta. Em 2026, com a melhora gradual das condições de oferta, os preços recuaram dos topos — mas continuam altos na comparação histórica.
Clima adverso reduziu a oferta
Depois de boas colheitas, as lavouras sofreram com falta de chuvas no cerrado mineiro e no oeste paulista, além de geadas pontuais. Essas condições, somadas a temperaturas acima da média, reduziram a produtividade estimada. Menos café no mercado significa preços maiores.
Estoques reduzidos e forte demanda
Os estoques de passagem no Brasil e no mundo estavam baixos, enquanto o consumo seguia firme nos Estados Unidos e na Europa e crescia em novos mercados. A combinação de oferta apertada e demanda aquecida sustentou a escalada das cotações.
Câmbio favorável às exportações
Com o real desvalorizado, o café brasileiro ficou mais barato para o comprador estrangeiro, estimulando as vendas externas. Para o produtor, a receita em reais aumentou; para o consumidor nacional, o reflexo foi preço mais alto. Entenda essa dinâmica em como o dólar influencia o preço do café.
O que esperar adiante
Se o clima colaborar nas principais regiões produtoras e a oferta se recompuser, as cotações podem perder fôlego. Por outro lado, a demanda por cafés especiais segue crescente. Para acompanhar de perto, fique de olho no nosso histórico e nos fatores que influenciam o preço.