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Fonte: Cepea/Esalq · indicador nacional
Cotação do Café
Preços, histórico e análises

Café do jacu: o tesouro premium da Mata Atlântica

Considerado um dos cafés mais raros e caros do mundo, o café do jacu é produzido a partir de grãos ingeridos e excretados por uma ave silvestre brasileira.

Ilustração do jacu, ave da Mata Atlântica, em um galho de café com cerejas maduras
O jacu se alimenta das cerejas maduras de café; os grãos são recolhidos após a digestão e dão origem a um microlote raro.

Você já ouviu falar no café do jacu? O processo é semelhante ao do kopi luwak indonésio, feito com civetas, mas no Brasil as estrelas são aves silvestres do gênero Penelope, típicas da Mata Atlântica.

Xícara de café premium ao lado de ramo com cerejas vermelhas maduras
Cafés especiais e raros, como o do jacu, alcançam os maiores preços.

Como é produzido

Os jacus se alimentam de cerejas de café maduras nas fazendas do Espírito Santo. Após a digestão, os grãos intactos são recolhidos do chão, lavados, secos ao sol e cuidadosamente torrados. Esse processamento natural confere um sabor suave e de baixo amargor. A produção é artesanal e limitada, pois depende da ação das aves.

Quanto custa

Pela raridade e pelo trabalho envolvido, os preços são elevadíssimos: um pacote de poucas centenas de gramas pode custar dezenas de reais, e a saca chega a valores muito acima de qualquer café comum. É um produto de nicho, vendido para cafeterias gourmet no Brasil e no exterior — bem distante das cotações de mercado que acompanhamos na página inicial.

Outros cafés especiais

O Brasil tem se destacado em microlotes premiados. Além do jacu, cafés geisha de Minas Gerais e lotes fermentados conquistam baristas e consumidores exigentes. Esses produtos valorizam o trabalho do produtor e mostram a diversidade da cafeicultura nacional. Saiba mais sobre as características dos grãos em arábica × conilon.