A bolsa de Nova York (ICE) é onde se forma o preço mundial do café arábica — o chamado contrato C, cotado em centavos de dólar por libra-peso (¢/lb). É ele que puxa, todos os dias, o preço da saca no interior do Brasil. A conta da conversão é direta: uma saca de 60 kg tem 132,276 libras, então ¢/lb × 1,32276 = US$ por saca; multiplicando pelo dólar, chega-se ao valor em reais.
Com os números do último fechamento: 363,95 ¢/lb × 1,32276 = US$ 481,42 por saca; com o dólar a R$ 5,13, isso equivale a R$ 2.469,75 por saca.
O preço físico brasileiro não é igual ao da bolsa: o indicador Cepea/Esalq do arábica (hoje em R$ 1.787,48) reflete o café tipo 6 bebida dura negociado no mercado interno, enquanto NY negocia café suave lavado com padrão de entrega próprio. Essa diferença — o diferencial — varia com a qualidade, o frete e a demanda de exportação. Já o conilon segue a bolsa de Londres, onde é negociado o robusta. E o dólar é a segunda força do preço: bolsa em alta com dólar em alta é o melhor cenário para quem vende.